face de david- michelangelo

face de david- michelangelo
A face seca cede à curiosidade que entorpece os sentidos, focando o vívido olhar ao longe até se perder nas brumas de seus pensamentos distantes

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Melané Kholé

A tristeza e a morbidez me consomem,
como se de fato a felicidade nunca houvera existido...
Parece que todo ultraromantismo caiu sobre mim,
como se todo tédio tivesse me elegido,
Sou a essência de disso tudo,
eles me elegeram como um deus,
a mitologia toma vida...

É um algo negro,
chuvoso...
Meu templo é em qualquer lugar,
minhas orações o silêncio,
não há lágrimas,
nem gritos de tormento,
sou só um pobre vivendo.


David Weydson

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para Meus Leitores

Obrigado A todos Meus Leitores por lerem o que aqui escrevo...
Confesso que primeiramente comecei a escrever por uma fuga ou algo do tipo, mas depois se tornou uma vontade de ajudar pessoas assim como eu que ja passaram por momentos de raiva, ódio, tristeza, desesperança ou algo do tipo... coisas felizes como amor e felicidade são muito faceis de lidar, agora com as mais obscuras é que está o desespero...
meus sinceros agradecimentos aos meus leitores...
Que Deus abençoe vocês e que quiserem podem me add que eu terei prazer em conhecer um pouco de vocês

davidweydson@hotmail.com

Muito Obrigado pelas visitas... Tchau ^^

Ironia da Agonia

É engraçado como tudo acontece,
antes tinha me trancado,
tinha me sentenciado...
vou andar sozinho...
Quando estava no caminho,
escrevendo e me afogando,
apareceu outros mais...
desconhecidos...
amigos...
estranhos a me acompanhar.

O que antes era um fuga de mim,
virou plateia de outros,
quem sabe compartilham do mesmo sufoco,
ou um dia acham que esse irá sofrer.

Quando o tempo é simplesmente um capricho do dia,
nada mais importa,
e ouço batidas na porta,
ah... previ... é a melancolia.

Fugindo dela estou,
para outro universo vou,
decifro meus fragmentos,
sigo...

Agora vou me realizar,
ousar...
cansei de queto ficar,
fazer minhas vontades até flutuar.
fazer o meu mar e nele mergulhar.
Vou criar o meu proprio mundo...
Pois ja cansei do atual.


David Weydson

domingo, 19 de setembro de 2010

Finalle

E que cada dia passe,
e seja consumado à meia noite...
Que a lua traga seu luto,
e também presentes ao seu nascimento.

Que tudo passe logo,
que venha logo o sol,
e passe o dia...

Ja que tudo é igual,
é monotonia,
passo simplesmente,
não vivo em nostalgia.

Respiro e anseio,
espero o ultimo suspiro,
que o corpo fique frio,
que a lua chegue,
ceife...
plante depois...
tire uma vida...
minha vida...
chore por mim...

É meia noite,
depois da minha morte,
nasci...


David Weydson

sábado, 11 de setembro de 2010

Leio Ossos... Leio Almas mas me contento com Papel

Dos livros só quero dedilhar as páginas secas,
me distrair lendo...
prefiro ler almas sedentas,
vazias ou misteriosas...

A cada linha se forma um fragmento,
fragmento humano e real,
carne, pele e osso são formados,
é preciso ter capacidade mental.

Gosto de ler gestos,
atos e dizeres,
achas inocente...
eu vejo minhas linhas em sua pele.

Esconder...
não importa... um dia vou achar,
depois abrir o leque teu mesmo,
te impressionar.

Manipular é uma arte,
arte tal que só artistas eximios tem,
fazer isso de forma pesada,
pintar sua tela,
e que não escape ninguém.

Te revelei,
emoldurei vi o que tinhas pra dar,
se cristais ou se pedras,
força ou fraqueza,
decifrei o teu caminhar.

Em silencio falas,
não importa...
sei tuas feridas,
sei onde te tocar...
tenho prazer em você,
sei o que gostas de ouvir,
sei a essencia do teu ar.


David Weydson

Elixir da Morte

Brinquei atraz de mentiras,
brinquei para fugir do real,
felicidade é passageira,
tristeza é integral.

Não é mais falta de Deus,
é falta...
sim isso é...
falta extrema de mim...

Falta do amor que eu preciso respirar,
minha alma é feita de amor,

Me engano,
minto para mim...
amor é para os fracos!
então eu sou antonimo de força...

Complico tudo...
queria ser mais simples...
tenho só uma coisa pra dizer,
sou triste.


David Weydson

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nunca houve

E quando eu procuro a felicidade?
ela nunca existiu...
apenas mentira bonita...
sorrisos forçados...

Procuro por algo que não existe no meu vocabulário,
confusão é meu cenário...
ator principal...
teatro vazio.

Tenho dias,
meses e anos,
de nada valeram...

Sem felicidade,
sem nada.


Apollo Liz

domingo, 5 de setembro de 2010

Prazer... Luna

A tempos procuro para mim uma definição...
queria ao menos saber o que sou ao certo,
quais são minhas regras e minhas leis...


Gosto de intimidar...

quem sabe seja pelo simples fato de no passado eu ser indefeso...

Digo ser forte,

acredito ser forte...

( sinceramente o que me é mais lógico é que não tenho força alguma... )
sou só uma criança disfarçada de vilão...

Uma criança com medo de acharem ela e fezerem-na mal...

Me escondi numa caixa de papelão...

é tão óbvio que chega até a ser imperceptível...

se não fosse por meus soluços afogados...

a caixa pula...

Eu refino a tristeza,

refino o medo e a incerteza...

sou tua cópia avessa...

Nessa caixa vou, até que ela suma,
sou frio da madrugada,
sou luna.

David Weydson

sábado, 4 de setembro de 2010

Extremos

Comigo tudo é tão rápido...
sei o que é viver intensamente,
o que era pra durar dias,
dura segundos,
é vivo e em tom de vermelho...


Quando chega a paixão,
ja penso a vida inteira com aquele ardor,
quando chega a fé...
ela vem cheia,

sem pudor...


As vezes recebo inundaçoes de ódio...

ja penso logo em torturar,
quando penso em tristeza,

ja penso logo na morte...
em me afogar.


Vivo em extremos...

nada é pouco,
nada é normal...
tudo passa a barreira conhecida,

essa é minha lei,

minha sina...


Vivo em extremos,

preto ou branco,
no meu mundo não existe cinza.


David Weydson

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Insano

Que posso fazer se sou assim?
essa é minha forma...
minha lapidação...

Sou um tanto brutal,

sempre tive pendencia pra isso...
se não tenho afirmo o que digo,
nasci de modo que vire isso,
que isso vire abrigo...
aconchego para filho,

aconchego materno.

Faço de minha forma medo à outros,

psicopatia...
palavra que falo e causa calafrios,

medo mortal,

suor frio...


Tudo o que para mim é como música,
como perfume refinado,
medo enjaulado...

Apollo Liz

Armas Op 2


Lâmina precisamente afiada,
empunhada e descarada,
escondida entre as trevas da noite,
num beco qualquer,
vejo um pescoço acolhedor...

E a noite vai caindo...
os passos vão seguindo,
engulo seco,
dou o ultimo suspiro...

Acolho o corte,
carne macia,
delicia... fresquinha...
sangue fazendo a poça perfeita...

O corpo tomba lentamente...
cravadas precisas...
a carne sempre é a melhor amiga...
amiga da morte.


Apollo Liz

Armas Op 1


Metal frio,
movimentos frios,
seguro com firmeza...
o mundo está aos meus pés.

A velocidade,
explosão rápida...
decido uma vida,
com dor ou sem...
questão de escolha...

Calculismo...
tenho sangue frio,
dedo frio,
arma fria...
não importa,
o que me move é o som,
som do tiro,
som do corpo prostrado no chão.

Apollo Liz

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Meus Arranha-céus


Sou eu quem dito as regras da minha cidade,
corro entre ruas,
as vezes grito...
chamo de "meu labirinto"...

Ando...
ouço os seus sons,
decifro vidas e rostos,
maturo meus dons...

Só vejo fábricas de nuvens,
vejo flores enjauladas,
vejo o que acham belo,
morto em cima de uma bancada...

Artigo de luxo,
água de fonte,
o que era simples,
hoje é fora de alcance...

Vejo coisas que não posso olhar,
toco...
penso...
faço valer o meu ar,
não só vivo...
Prezo meu Caminhar.


David Weydson