face de david- michelangelo

face de david- michelangelo
A face seca cede à curiosidade que entorpece os sentidos, focando o vívido olhar ao longe até se perder nas brumas de seus pensamentos distantes

domingo, 24 de abril de 2011

Cansado


Estou cansado de tudo,
de todos,
de tudo que há de vir,
de falar errado,
de falar certo,
de respirar,
de ficar momentos sem rir,
de rir também...

Estou cansado demais de branco
saturado do preto,
azul... roxo...
cansado das minhas incognitas,
cansado de minhas respostas.

Cansado da Guerrinha de Deus e o Diabo,
cansado de ora ser seda e ora ser trapo,
cansado de viver em extremos,
em picos e buracos,
cansado de mover músculos...
de fazer preces idiotas e inuteis.

Cansado de olhar pra uma folha de papel,
procurar escrever,
e ver ela ainda sim em branco,
cansado de pensar no primeiro veneno como amianto,
e que é com ele que também fazem telhas brasilit...

cansado Cansado Cansado...

Se você chegou até aqui lendo...
não precisa ir adiante... pois só seguirei pra me martirizar,
fazer desse tédio um cansaço maior e maior,
de ver esse texto ridiculo,
idiota e infantil...

nem infantil,
pois as crianças ainda merecem admiração...
( nem todas... )
cansado de pensar que pessoas são boas,
caladas...

Cansado de procurar algo pra fazer e sair andando pela cidade,
nem chocolate mais da gosto...
que saco
que ódio
que bosta
que inferno...

Nunca fui la...
mas ja desejei que pelo menos um terço das pessoas que eu vi fossem pra lá...

Deu vontade de chupar limão...

Ja li tanta coisa ruim na vida,
que isso daqui é só mais uma que vai pra lista,
e se quiser entrar nesse tédio comigo,
siga de um lado,
que eu sigo do outro,
e nesse estorvo de vida nós vamos...

Chocando esse maldito ovo chamado vida,
que mesmo podre,
nós ficamos horas cuidando...


Preciso de novidades...
¬¬


Autor: ( Um idiota qualquer entediado num fim de domingo )



PS: Cansado dos meus erros de ortografia,
e minha ironia idiota

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ego


A Orgia máxima de si,
onde tudo que se encontra são corpos entrelaçados,
e tudo que vem é o máximo...
o extase...

Quando o corpo retorce,
na alma o deboche...
tanto poder aos meus pés...
Tantas escolhas...

Quando é só a luxuria,
e fica ébrio nessa loucura...
tão doce que depois vem amargura,
escarro em ruas...
nuas e formosas
ninfas e gruas...
formando mais andares dessa Babel que sou eu.


David Weydson

sábado, 16 de abril de 2011

Homem de Sonhos


Quando se está em constante mudança ha o medo de os sonhos morrerem,
e não mais os ver,
e não mais os sentir...

Para um ser caleidoscópico isso é comum,
digo que é a rotina torturante,
talvez errante,
por talvez rumar caminhos ardilosos...

Atualmente tudo odeio,
o que escrevo não postaria,
mas por minha rotina colocarei pra que leiam...

E mais uma vez me condenem,
e de longe para minh´alma acenem,
com medo de tocar-la.


David Weydson

sábado, 9 de abril de 2011

Sem Titulo II

Me falaram que eu tinha o direito de gritar...
então eu grito...
Todos podem se privar de ouvir...
então se preferirem tapem os ouvidos...
só escrevo meus pensamentos bizarros,
que de alguma maneira são encaixados...
e dizem ser poesia...
ou coisa do tipo...

Sou só um louco,
fanático, lunático e bandido das palavras perdidas,
que em minha vida reprimida grito...

...

Comecei a escrever,
para as idéias deixarem rolar,
pra não enlouquecer,
e pra minhas lágrimas guiar...

Escrevo agora pois não sei mais como falar,
como me abrir,
escraxar e assim vou a me explorar entre as letras,
entre as mesas de minha biblioteca de 3 livros,
e com absinto rego meu livro do Louco...

Pierrot por essência,
vida em decadência,
mas sigo com a pouca clemência que me resta...

...Não tenho mais nada a escrever...


David Weydson


PS: Não agora...

Pão de Ontem


Aos que não querem ler...
simplesmente virem o rosto,
fechem suas páginas,
e me deixem com o desgosto...

A vida não é justa,
prazerosa ou importante,
por mais que tenha Deus é irritante,
seus dias vagamente disperdiçados...

Como alguém que diz não ter fome,
sente algo sem nome,
e some a carne em seu corpo...

Como um tempo em que o tédio dome,
e some o que te mantém...
procura em vãos,
mas não o retem...

Se ora os dias ainda passam,
se chora eles ainda continuam,
se tem seus cinco minutos de felicidade,
foram horas de morbidez pra chegar,
e outras tantas para fazer esquecer.

Não consigo saber os dias,
nem os meses...
e assim levo à anos...

Planos...
só o que tenho,
para me render outros cinco minutos futuros,
e oro para que quando infectado haja mercúrio,
para doer sabendo que vai melhorar...
Mas que seja da parte boa que esteja falando,
pois dor maior não há...
do que nada mais esperar,
de Deus.

Minha Graça te basta... meu basta te basta


David Weydson

domingo, 3 de abril de 2011

Relento Bruma e Vento


Sou isso...
Só isso!
Sou pontos e exclamações,
nas minhas páginas não existem virgulas,
por mais que as queira...
Não!

Sou rispido,
um velho de 18 anos,
um velho que ainda tem planos,
sonha e brinca no serrano.

São poucos os que me arrancam risadas,
depois do momento,
mais nada...
volto a minha timidez retraída,
que está nascendo,
mas ainda tem medida.

Nada passa de calculismo exacerbado...
notado por aqueles que te cercam,
e ninam a alma até que ela durma,
e suma com suas mágoas,
que te ofereçam o frio pra que lembres que é vivo.
E trinco os dentes no arrepio,
com ondas quentes o corpo responde con brio
Esse sou quem sou hoje...
fragmento do mundo e falta de mim,
um jornal usado que vira novo com festim.

Assim sigo a vida de maneira calma,
com minha xicara de chá,
meus passos pela cidade,
olhando pessoas para medir a vaidade,
objetos e momentos...
crianças.

Tenho meus momentos de caos gigante,
mas ainda tenho esperança.
A morte resolve,
mas o futuro propõe uma aliança,
seja ela de latão, ouro ou cetim,
só coloco-a e vejo onde vai dar,
sorrio e vejo as fitas dançarem ao ar,
bate o vento,
fecho os olhos,
e sinto a carícia...

Não desperdiça,
vive de brisa,
pois é a brisa que te tira do tino,
te lembra que és vivo,
e faz do momento sofrido,
sublime sofrimento,

relento bruma e vento.


David Weydson

Eros


Sussurro...
faz a espinha arrepiar,
no ouvido a levar,
palavras misturadas com vento,
e tento...
tento me controlar...
mas perante mágica tal não há como escapar...
é o arrepio a falar,
a orelha a esquentar,
na nuca a talhar...

Lábios lentamente se movendo,
nesse tempo lento,
onde cada segundo é vital,
onde o que distancia um corpo do outro é o mal,
que a luxuria abusa.

Me usa,
iluda,
faça dos seus sonhos os meus,
essa é a terra dos Romeus,

Que vague os pensamentos,
e que venha o climax poetico,
que a pele faça-se viva,
e os pelos gritem.
Eros...


David Weydson

Piano Subto


A distancia e o silêncio,
entre as estrelas só o vacuo,
na multidão sozinho vaga,
um pobre humano sem alma.

As vezes o silêncio predomina,
toma a alma do artista,
da pena seca a tinta,
das palavras tiram as letras.

Há só o tempo de olhar,
sentir e caminhar,
ver as árvores e sentir o ar,
uma noite a sonhar.

Ou então simplismente existir,
e deixar fluir,
seus momentos de quietude,
paz que relume.


David Weydson

*PS: Perdão... estou escrevendo pouco, acho que o poema explicou o que estou passando e sentindo... convido todos a fazerem o mesmo, viverem à esmo...
depois voltar quando o tempo denovo o ceifar. Fazer do nada rimar, e deixar um sorriso singelo escapar de tua face que antes era infertil.