face de david- michelangelo

face de david- michelangelo
A face seca cede à curiosidade que entorpece os sentidos, focando o vívido olhar ao longe até se perder nas brumas de seus pensamentos distantes

domingo, 3 de abril de 2011

Relento Bruma e Vento


Sou isso...
Só isso!
Sou pontos e exclamações,
nas minhas páginas não existem virgulas,
por mais que as queira...
Não!

Sou rispido,
um velho de 18 anos,
um velho que ainda tem planos,
sonha e brinca no serrano.

São poucos os que me arrancam risadas,
depois do momento,
mais nada...
volto a minha timidez retraída,
que está nascendo,
mas ainda tem medida.

Nada passa de calculismo exacerbado...
notado por aqueles que te cercam,
e ninam a alma até que ela durma,
e suma com suas mágoas,
que te ofereçam o frio pra que lembres que é vivo.
E trinco os dentes no arrepio,
com ondas quentes o corpo responde con brio
Esse sou quem sou hoje...
fragmento do mundo e falta de mim,
um jornal usado que vira novo com festim.

Assim sigo a vida de maneira calma,
com minha xicara de chá,
meus passos pela cidade,
olhando pessoas para medir a vaidade,
objetos e momentos...
crianças.

Tenho meus momentos de caos gigante,
mas ainda tenho esperança.
A morte resolve,
mas o futuro propõe uma aliança,
seja ela de latão, ouro ou cetim,
só coloco-a e vejo onde vai dar,
sorrio e vejo as fitas dançarem ao ar,
bate o vento,
fecho os olhos,
e sinto a carícia...

Não desperdiça,
vive de brisa,
pois é a brisa que te tira do tino,
te lembra que és vivo,
e faz do momento sofrido,
sublime sofrimento,

relento bruma e vento.


David Weydson

Nenhum comentário:

Postar um comentário