face de david- michelangelo

face de david- michelangelo
A face seca cede à curiosidade que entorpece os sentidos, focando o vívido olhar ao longe até se perder nas brumas de seus pensamentos distantes

terça-feira, 31 de maio de 2011

Minha alma em notas I

Decidi postar as músicas que ouço também e me inspiram...
Eleanor Rigby dos Beatles...
ouço todo dia... música perfeita, letra perfeita, arranjo muito bom


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Emblema da Confusão


Sobre essas linhas fica minha promessa...
serei melhor do que sou hoje,
basta um pouco de tempo,
empenho e cura,
pois esse desânimo é minha tortura,
ficar parado é meu estado de graça...
não faça...
deixe que mudarei sozinho...

Não sou tão bom,
nem tão complexo,
sou simples e honesto,
ainda tenho meus versos,
as vezes um tanto repetidos,
aqueles que gritam inumeras vezes em minha cabeça,
viram amigos forçados...
à mesa puxam cigarros,
e desse barro faz-se meus jarros,
e perante o chaparro eu vejo meu fogo...
minha lenha precisa...

E quem sabe na mente de algum louco,
minha poesia seja cubista...
pois em minha mente toma forma e vida,
que os três pontos não matam...


David Weydson

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Madeira, Apenas Madeira


Corto a talhos longos meu passado,
quase não lembro da infância,
e o resto foi só rotina...

Passam rostos,
passam cores e pinto tudo dum cinza bem bobo.
Sigo esquecendo que um dia foi colorido,
e o resto minha perca de memória ja faz...
aquilo que está incrustado,
é verdade...

Uns me cobram,
olho com um certo repúdio...
"Quem será esse estranho?"

Com minhas profecias digo os que não me lembrarei,
os que ficarão e outros que nem existiram...
vivo de maneira que vivo...
exclusivo e frio como um banco de praça,
vejo pessoas,
elas me aquecem,
mas sempre esquecem,
que só foram mais uma.


David Weydson

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Versos Intimos


Queria saber onde foi parar aquela criança pura que era eu,
aquele menino que sorria e nem sabia que o melhor era seu,
que tinha dentes de leite e janelinhas,
porta... campaínha...

Os que me procuram não vão achar,
estou perdido em meus pensamentos,
em meus devaneios e temendo meu futuro
( pra variar )

Estou sem ninguém para me importar,
todos a me importunar...
raiva...
desprezo...
vontade de matar...

Matando o passado...
o que era pano agora é trapo,
e não tem mais valor...
vamos supor que um dia existiu,
e agora?

Loucos se afogando,
sorrisos maus desabrochando,
medo de ser o que estou a me tornar...
medo de um dia sair do ar,
deixar de escrever,
de sentir e de ver o mundo em que vivo...

Sabe...
De verdade...
as vezes nem sei por que escrevo...
talvez seja para me entender melhor,
colocar pra fora meu veneno diário...
E fica aqui o meu escarro.

Sigam...


David Weydson

terça-feira, 17 de maio de 2011

Terça-Feira Fria

É no frio que o corpo fala que é vivo,
e com seus gritos se arrepia por inteiro...
É no frio que os olhos lacrimejam,
e colhe as lágrimas que nem sabia mais que existiam...
É no frio que o corpo bate mostrando que os músculos ainda estão ali....
É no frio que as estrelas brilham mais...


David Weydson

sábado, 14 de maio de 2011

Sem Título [3]

Não conheço nem Deus nem o diabo,
só quero um pedaço de trapo para jogar na brisa,
e fazer com que minha sina vire melodia,
e em meus dias vagos,
veja minha visão distorcida nos carros,
e que meus gritos se transformem em buzinas...
que me seduzam as ondinas com seus cantos aguados,
e que eu fique acuado até que me roubem um beijo...
um beijo e a vida,
pois é nessas armadilhas que mora o perigo de gostar do proibido,
é no espelho de Narciso que deposito minhas juras,
e que ele nunca se esqueça,
lembre sempre e obedeça aos meus dias ordenados...
Fique nua num estrado,
numa praia Caribenha...
e nessas rimas estranhas,
teça uma música porteña...

E que tudo acabe no vinho...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sede de Têmis


É um misto de vingança...
ódio e desgosto...
uma vontade de justiça,
tão grande que não vejo outra razão do meu sangue pulsar...

Ele permanece em silêncio...
isso é só meu controle,
pois não se pode fazer o que se quér...
e o que quero e posso pra mim não tem gosto...
...é chato...

O que eu mais queria era fazer do seu sonho pesadelo,
da roupa quente um novelo,
queria te matar por maldade...

Mas ao mesmo tempo tenho misericórdia,
mesmo tu sendo uma escória,
engulo seco e sigo a vida,
vida que sem minha permissão tu me deu,
vida que por pouco não viro ateu,
e me mergulhasse na frieza que agora é só minha,
e nessa rinha de bem e de mal estou eu,
queria as vezes ser nazista,
outras vezes ser judeu...
Mas felinfelizmente sou eu,
esse poço de incompreensão,
esse bolo de razão,
dor e solidão...

Sou Têmis em pessoa,
corpo e profissão...
e ainda procuro um jeito de te macerar,
dilacerar...
mas sendo cego...
é dificil esse sonho realizar.
Esquive!
Até que eu venha a te encontrar,
ou que apareça uma parede...

Aí sim a justiça dessa porra de mundo vai me escutar.
E minha existencia enfim será de serventia.
Te cuspirei minha agonia,
e lancinarei a dor que convivo a cada dia,
te farei minha obra prima...
assim como tu me matasse ainda jovem...
Ainda criança e com sentimentos nobres...

Agora sou só nojo,
dor,
sede e sangue.


David Weydson

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As Rimas do Silêncio


Estou a simplismente olhar o mundo com o silêncio,
peço que respeite esse tempo,
e desse unguento aprecie,
e que ele silencie os seus gritos de dor...

Que tudo passe de forma que não machuque,
e com ciúmes o tempo se faça intacto...
que venha a paz,
que a ausencia das palavras seja um pacto.

Quando estiver em seus momentos de solidão,
que aprecie a música a te contagiar,
a tristeza cético te deixar,
e a dor te faça calar...

Que nada venha a afetar,
e que esse momento seja eterno,
eterno tédio até sua surpresa extrema,
até que acabe sua novena insana...

Que ore,
que reze...
que tenha suas teses...
e que o seu mundo seja uma casca,
e em suas asas possa voar...

Sonhe...
pois nunca mais irá acordar.


David Weydson