face de david- michelangelo

face de david- michelangelo
A face seca cede à curiosidade que entorpece os sentidos, focando o vívido olhar ao longe até se perder nas brumas de seus pensamentos distantes

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Querer da Inveja

De tudo quero,
e quero tudo,
tenho toda sede do mundo,
e nada me sacia,
quero logo toda magia dessa desgraça de vida,
o melhor amor,
tudo ao extremo,
A vida é muito para se ter pouco.

O melhor cargo terei,
se preciso... roubarei,
melhor romance,
comida...
terei...
prometo com um laço de sangue.

As cores do meu lado são tristes,
pois nada tenho a meu porte.
E na vida sigo,
me oprimo,

E terei tudo.
Serei todo mundo...
...E me consumirei.


David Weydson

Luxo, Lascívia, Língua... Luxúria

De um doce vermelho,
picante e provocante em cada gesto,
o fluído que sai da boca,
libido...

O provocar de todo corpo,
não me importa se a homens ou mulheres,
quando és sedento esqueces o pudor,
e cede a pele que é úmida,
a carícia,
manipulação Egipcia...

A boca pede,
o corpo implora,
que a Babilonia seja agora,
pois quero ao máximo me elevar,
exalar prazer,
inebriar o ar.

Quero sentir toda contração,
a boca a queimar,
ser desejado,
cobiçado por Apolo e Afrodite,
ir a todos meus limites.
Gozar de todo centro,
rir da Efemeridade,
acabar com laços...
... é arte.

Um brinde ao prazer,
para não dizer...
...
A mim!


Luxúria Weydson
Decisões me tiram o sono,
deve ser simbólico pela parcela de vida que me é tirada.
E outra criada,
deixando a saudade num homem de costumes bem ditados.

Sozinho na multidão enxergo perfeitamente meu rosto,
e logo é desfigurado pela necessidade de falar,
comunicar pois me é pago tal obrigação,
e com dedicação meu treino mostra perfeição.

Quando encontra os que te lêem deve-se ter atenção,
ser atento aos seus pedaços que só ele vê,
e aprender mais de si.

Estou cansado,
humor cansado...
mas isso é parcela do peso da vida.
Sina maldita que hei de seguir.


David Weydson

Steam

Em um frasco um sorriso insano,
contrastando,
repousando no ponteiro.
E a cada tique que bate,
o espelho do relógio acha tarde,
pois pouco a pouco o vidro afina,
e ao encontro do pontual cede.
E mais, e mais pede,
para que o tempo cesse,
pois ao ruir o frasco liberará algo primitivo,
cativo, doente e sem tino.
Mas na pontualidade corre a hora tarde,
e na memória fica o devaneio,
sem rodeios o vidro muda,
e outra leva vem astúta,
me deixando mais relógio.


David Weydson

Comunicado

Olá Leitores...
Estou escrevendo dessa vez como um aviso a mim mesmo
Farei uma série de textos inspirados nos pecados capitais...
Escrevi mais aqui pra ser uma promessa.

Luxúria
Gula
Avareza
Ira
Soberba
Vaidade
Preguiça

Não sei se seguirei a ordem... mas os proximos textos serão baseados nos mesmos...
E informo também que não postarei mais imagens, quero ter visitas pelo que escrevo e não por imagens bonitas, mesmo que não tenha visitas, sou pois escrevo e não porque copio e disponibilizo... com o tempo apagarei as passadas, talvez... depende do meu humor


Sem Mais...

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O vôo da Borboleta 10/10/10
Pub 24/11/10

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Centenário

Uma caixinha bem definida de gostos,
desejos e pecados,
tudo bem dosado...
forte e molhado pra lembrar de meu elemento.
E no centro do meu âmago há um peso,
que esqueço pagando meu preço pelo que me faz mais leve.

Ele não se esquece que é um homem que bebe só...

Tanto tempo corrido,
sofrido, marcado sem rugas,
Juntas doídas sem o físico,
ele é um velho maldito...
com pouco sorriso.

Escreve por olhar a solidão,
e dia a dia parece mais longe do caixão,
e isso faz tudo ser mais dificil doído,
seu descanso merecido é interrompido pela obrigação de viver.

Preciso logo deixar de ser,
pois o que sou me toma além de mim.


David Weydson

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

María de los Dolores Perpetua

Das faces corre o pior do desespero,
a angustia gritada por paz,
o som do vidro quebrando,
o pedido de socorro,
vergonha...
respiração desregulada de modo a querer,
sendo que mal consegue deter-se em pé...
Não enxerga mais nada pois as lágrimas são malvadas,
cortam a pele revelada e a dor excruciante.

E os olhos lançam lamento,
vergonha alheia e dó porca,
compaixão por lamentar a dor.
O mundo é torpe,
e nesse caminhar muitos ferem seu calcanhar,
choram até o caminho das lágrimas calcificar.

Chora... chora até o mundo acabar,
pois a paz ja se foi,
o amor ruiu,
a fé não existe,
a valeta se abriu...

Consome-te e vire pó para que fácil seja levada,
sua vida já é estragada...
o agora é sem vez,
quem sabe talvez...
a paz retorne.

Mas não abuse...
pois para alguns poucas coisas reluzem,
e tendo uma ja te basta,
não seja gasta pela esperança que nunca virá.


David Weydson

domingo, 15 de janeiro de 2012

Toque do Vento



Sonhei brincando no vento,
pois ventava no que era real,
acordei antes e dormi depois,
ventava...
ventava nos dois.

Tive vontade de vento virar,
pra quem sabe um dia acariciar o mar,
ser tudo de todo mundo,
mas não obedecer ninguém...

O mais perto de vento que chego é tudo que tenho dentro de mim,
sei que ele me entende...
personifico quase tudo,
e pra mim,
tudo é gente.

Converso com estrelas,
sou eterno amante da brisa,
sorrio para lua,
observo de modo humano a rua.

Brinco de ser louco,
e me perco na insanidade,
talvez brinque de ser são...
mas nada disso interferirá.

Não sei por que razão tu leitor me lê...
é curiosidade das minhas páginas de vida?
Será que me ama,
sem ao menos me ver?

Saiba que antes de me amar,
eu já te vi,
te levei pra cama,
te amei no mar,
te toquei onde nunca vais tocar.

Já me separei,
pois estou para acabar,
e deixei meu toque rápido em você,
pois soprei em você
meu ar.


David Weydson

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Alma Cinza


Olhe as juntas secas,
os movimentos limitados e mecanicos,
cheiro de pó e velharia...
o vinil ainda corria,
a agulha pulava...

O toque leve,
e segue a sensação que congela a face,
levam os olhos à cegueira do passado,
o ar pesado que molesta a alma.

Viver beirando a loucura a cada passo de solidão,
salivando e pedindo algo,
mas só tem o não...

Regras são dificeis de seguir,
é tudo muito cheio de não e sim,
nada de contradição...
Ser humano?
NÃO!

Amores,
mocidade,
devassiidão,
é para ser normal?
NÃO!

Sou como que feito em terra rachada,
algo imperfeito,
superficie marcada,
mas foi o que estava a meu alcance.

E antes do alvorecer já é velho,
pois a noite não perdoa.
Não sei se lamentarei isso,
sou meio imune arrependimentos.
Sou todo metades,
e procuro pelo mundo as outras partes...

Isso pode soar divertido,
mas garanto que não é!

Pois parece tudo ser incompleto,
e o mundo se torna repleto de incertezas.


David Weydson